quarta-feira, 6 de outubro de 2010

MARINA SILVA MOSTRA A FORÇA

Lideranças católicas e evangélicas fizeram pregação contra Dilma por causa do Plano de Direitos Humanos. Campanha provocou a transferência de votos de Dilma para Marina. Voto conservador ligado a valores morais e religiosos e bom desempenho entre as classes médias e entre eleitores de periferias de grandes centros urbanos impulsionaram a candidatura de Marina Silva (PV) no primeiro turno da eleição presidencial.
Nas capitais, Marina venceu em Belo Horizonte, Porto Alegre e Brasília e ficou em segundo no Rio, em Salvador, Recife, Fortaleza, Florianópolis, Manaus, São Luís, João Pessoa, Teresina, Porto Velho, Boa Vista e Palmas.
No total nacional, a candidata do PV obteve o 3º lugar com 19,33% votos, atrás da petista Dilma Rousseff (46,91%) e do tucano José Serra (32,61%).
Tendo com pano de fundo críticas ao Plano Nacional de Direitos Humanos (apontado como antirreligioso e pró-aborto) lideranças católicas e evangélicas comandaram pregação do voto anti-Dilma na internet e em homilias, cultos e ações sociais das igrejas em várias regiões metropolitanas, principalmente em comunidades carentes.
Em áreas em que foram detectados movimentos como esses, Marina foi beneficiada com votações acima da sua média nacional.
Em favelas da zona oeste do Rio, moradores relataram que grupos católicos concentraram suas críticas em Dilma, apontada como defensora do aborto. Em zona eleitoral próxima da favela de Cidade de Deus, na zona oeste, Dilma obteve 44,20%, Marina 32,58% e Serra 20,32% -um patamar mais baixo para a petista e mais alto para a candidata verde em se tratando de áreas carentes.
Na Baixada Fluminense, área com 13 municípios da região metropolitana do Rio, Dilma teve 45% dos votos, próximo de sua média nacional, mas Marina atingiu 29%, dez pontos percentuais acima de sua média. Nessa região proliferaram ondas de boatos compartilhadas por meio da internet, alimentando o voto anti-Dilma.
A ligação do vice da candidata petista, Michel Temer, com a maçonaria foi apontada em cultos evangélicos como comprovação de que o parlamentar paulista tem vínculos com o satanismo.
Um vídeo que obteve mais de 3 milhões de acessos na internet mostra um pastor evangélico no Paraná alertando para o perigo que as eleições presidenciais referendassem o aborto com uma vitória petista.

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