O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou reação rápida da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, à denúncia de envolvimento num esquema de tráfico de influência no governo. Por enquanto, Erenice será mantida no cargo, mas pode cair se aparecerem novas acusações. Na avaliação do Planalto, o episódio causa estragos na campanha de Dilma Rousseff (PT).
Lula e a equipe de Dilma estão preocupados com a repercussão do caso. Na noite desta segunda-feira (13), por exemplo, as principais emissoras de TV deram destaque ao assunto do tráfico de influência na Casa Civil.
O governo foi informado de que haverá novas denúncias sobre a atuação de parentes de Erenice. Segundo um dos auxiliares de Lula "se começar a pipocar uma coisa aqui e outra ali, muda o cenário" e ela terá que se afastar.
- Recomenda-se agilidade no tempo eleitoral.
Há menos de seis meses no cargo, Erenice foi secretária executiva da Casa Civil quando Dilma era ministra, de junho de 2005 a março deste ano. Sempre foi definida como "braço direito" da atual candidata do PT. Antes da Casa Civil, ela ocupou a assessoria jurídica do Ministério de Minas e Energia, também escalada por Dilma.
Em conversas reservadas, Lula tem dito que aprendeu uma "lição de ouro" em dois mandatos: quando o escândalo bate à porta, é melhor demitir logo a tentar manter o ministro "sangrando". Nessas ocasiões, o presidente sempre lembra que demorou a se decidir pelo afastamento de José Dirceu, antecessor de Dilma na Casa Civil, e de Antonio Palocci - ex-ministro da Fazenda e hoje um dos principais coordenadores da campanha -, prolongando crises.
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